RESENHA BIBLIOGRÁFICA DOCUMENTALÍSTICA

PAI RICO, PAI POBRE

 

Parte A – Informática

 

I – Obra

 

01 – resenhista

 

Rafael Porcari

 

02 – autoria

 

KIYOSAKI, Robert T. & LECHTER, Sharon L.

 

03 – título

 

Pai Rico, Pai Pobre: o que os ricos ensinam a seus filhos sobre dinheiro.

 

04 – comunidade onde foi publicada

 

Rio de Janeiro / RJ

 

05 – editora

 

Elsevier

 

06 – ano

 

2000

 

07 – número de páginas

 

186 páginas

 

08 – formato

 

23 cm de altura X 16 cm de largura

 

09 – preço

 

R$ 39,50

 

II – Credenciais do autor

10 –

 

Robert T. Kiyosaki, nascido no Hawaí, descendente da quarta geração de uma família nipo-americana de educadores. Formado em Nova York, pertenceu a Marinha dos Estados Unidos, tendo lutado no Vietnã como piloto de helicóptero de combate. Em 1977, larga a Marinha e monta seu próprio negócio, destacando-se na produção de carteiras de náilon e velcro para surfistas. Em 1985, abandona seu negócio e se torna co-fundador de uma empresa internacional de material educativo. Aposentado desde os 47 anos, seu negócio atual é investir em imóveis e na consultoria para desenvolvimento de pequenas empresas. Sua verdadeira paixão é o ensino.

 

Sharon L. Letcher, formada em contabilidade pela Summa Cum Laude na Florida State University, gestora e consultora profissional de editoras e fabricantes de brinquedos, esposa e mãe de três filhos. Foi uma das primeiras mulheres a entrar em uma das oito maiores empresas de contabilidade do mundo, foi diretora financeira de uma empresa de computadores, diretora tributária de uma empresa de seguros nacional e fundadora e editora associada da primeira revista regional feminina do Wisconsin, concomitantemente ao trabalho de auditoria pública. Seu grande interesse se dá atualmente em criação de instrumentos educacionais para a área de administração financeira.

 

 

III – Conclusões da Autoria

11-

 

Embora educadores e, portanto, defensores do ensino acadêmico, os autores defendem a “alfabetização financeira”, lacuna deixada pelas escolas e necessária para todos, transmitida através de pais para filhos, de consultores e de conhecimento especializado. Defendem, ainda, o conceito de que não deve ser apregoada a idéia de estudar e tirar boas notas para ter um bom emprego em uma grande empresa, mas a de estudar e desenvolver uma grande inteligência financeira, fazendo valer o ideal de trocar a estabilidade de um bom cargo pelo risco de se tornar um grande investidor, fazendo o dinheiro trabalhar por você.

 

 

IV – Digesto

12-

A preocupação dos autores se dá pelo fato da maioria populacional americana creditarem à escola o papel de educadores plenos, esquecendo da educação financeira que não é ensinada nestas instituições. Assim, criticam os pais de serem analfabetos financeiros, e de passarem a seus filhos a sua ignorância nos investimentos. Na busca da independência tão desejada das finanças, os pais se preocupam em aconselhar seus filhos a evitar o risco, procurando empregos seguros em grandes corporações ou carreiras independentes estáveis. A fala é predominante do autor Robet T. Kiyosaki, sendo que discorre sobre fatos baseados em vivência própria, colocando em pauta a educação de seu próprio pai, a quem o autor chama de “pai pobre” ou “pai instruído” (um professor com muitos títulos acadêmicos, bom salário mas que não enriquecia devido a alta tributação de seu alto salário) frente a educação financeira recebida pelo pai de seu amigo Mike, a quem o chama de “pai rico” (um empreendedor bem sucedido e investidor de alto risco, atento a oportunidades e estratagemas contábeis, profundo conhecedor de artifícios que evitassem altos impostos).

A apologia se dá em fazer o dinheiro trabalhar por você, não trabalhar pelo dinheiro, ou seja, fazer dinheiro de oportunidades, não necessariamente dinheiro de mais dinheiro. Canalizar os esforços em seus próprios investimentos, ao invés de trabalhar arduamente a terceiros e seus esforços em buscar lucratividade irem a algum patrão.

Dicas de investimentos, principalmente na área de imóveis e malícias deste setor são pregadas, além de ensinamentos sobre fuga de impostos. Também a necessidade em trabalhar pelo aprendizado, e não primeiramente pelo dinheiro são defendidas, com o propósito de mostrar que a educação é um investimento possível de ter como retorno o próprio dinheiro. No entanto, a educação é essencial com o prisma de “educar financeiramente”. Com esta instrução, é possível malabarismos no mundo dos negócios, buscando a superação dos obstáculos através de alternativas em investimentos e atitudes comerciais que evitem empréstimos bancários. É mostrado como fazer dinheiro sem ter dinheiro, exemplificando, no capítulo final, o emprego de US$ 7 mil em capitalizações imobiliárias, até mesmo por especulações, trazendo um retorno financeiro considerável de muitos milhares de dólares.

O autor encerra a obra com a sugestão de aperfeiçoamento nos estudos, mas especializados na área desejada e a busca incessante de acabar com a ignorância financeira.

Parte B – Sapiência

 

V- Metodologia da Autoria

13-

Categórico-dedutivo

 

VI – Quadro de referência da Autoria

14-

Realidade Social Americana

 

VII – Quadro de referência do Resenhista

15-

Realidade Social Brasileira

 

VIII – Crítica do Resenhista

16-

A linguagem se faz clara, de maneira objetiva e sem rodeios. Com muitas exemplificações, o rico conteúdo não deixa enigmas ou interpretações a serem discutidas.

 

IX – Indicações do Resenhista

17-

Professores, universitários em geral, pais de adolescentes, jovens empreendedores, economistas, contadores, interessados em administração financeira e investidores.

 

X - Apresentação da Resenha

18- data e hora

05/04/2004, 19:00 h.

 

19- Disciplina

Ensino e Aprendizagem - Práticas Metodológicas de Ensino Superior