Esportes e drogas
A súbita internação do ex-craque do futebol argentino, Diego Maradona
, em um hospital de Buenos Aires trouxe à tona o debate sobre as condições de saúde
do atleta. Apesar das primeiras informações divulgadas apontarem para problemas respiratórios e cardíacos, muitas pessoas desconfiaram do diagnóstico. A suspeita
se deve à confessa dependência química do jogador.
Depois de deixar o mundo inteiro boquiaberto com sua habilidade
com a bola nos pés e ser considerado um dos melhores jogadores da história, Maradona foi motivo de surpresa e decepção. Em 1991, o resultado positivo de um teste antidoping fez com que ele fosse suspenso do Napoli, clube italiano onde jogava na época. Mais tarde vieram a condenação a 14 meses de prisão pela posse de cocaína e uma segunda punição da Fifa, graças a um novo flagrante no exame antidoping da Copa do Mundo de 1994.
Quase dez anos depois da suspensão pelo uso de Efedrina nos Estados Unidos, o ídolo argentino ainda não conseguiu se ver livre das conseqüências de sua dependência química
. Um dos resultados é a situação que ele está vivendo hoje.
Apesar de Maradona ser um caso extremo no futebol, podem-se citar outros episódios de atletas de grande destaque que se envolveram com problemas de dopping
ou uso de entorpecentes.
Em 1988, o corredor canadense Ben Johnson conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Seul, na prova dos 100 metros livres em 9,79 segundos. O recorde fez dele o homem mais rápido
do mundo. Porém, rápido também foi seu reinado. Dois dias depois da prova, foi comprovado o uso de esteróides pelo atleta, que acabou punido com uma suspensão de dois anos. A reincidência, alguns anos mais tarde, fez com que ele fosse banido de qualquer competição oficial permanentemente.
No Brasil, também há casos semelhantes. Um dos principais jogadores nas conquistas das Copas de 1958 e 1962, mané Garrincha
, também acabou sucumbindo diante das drogas. Apesar de fazer parte de qualquer lista dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos, Garrincha perdeu o controle sobre seu corpo, e o alcoolismo acabou levando-o à morte, aos 49 anos.
Esporte e drogas
deveriam andar distantes. Enquanto um preza a valorização e o cuidado com o corpo humano, o outro se encarrega de prejudicar e até destruir a saúde. Infelizmente, como se vê, essa distância nem sempre é mantida, e pessoas com grandes talentos, como os atletas, acabam se vendo destruídos pelas drogas.
Anita Thorell - Redação Terra