ÉTICA DO ÁRBITRO DE FUTEBOL  

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NA CONDUTA E NA CONFECÇÃO DE RELATÓRIOS (TÓPICOS P/ DISCUSSÃO)

ÉTICA DO ÁRBITRO DE FUTEBOL NA SUA CONDUTA

COMO TOMADOR DE DECISÕES E RELATOR INDEPENDENTE.

 

1- O que é Ética para cada um de nós?

Ética ¹ Moral

Basicamente, Moral é o que você, particularmente, julga ser correto, e Ética são códigos de conduta que afirmam o que deve ser correto ou não.

(Nem tudo que é ético, é moral (podemos ter condutas éticas imorais); portanto, ser ético não quer dizer satisfazer a moralidade dos outros).

 

Atenção: o que você acha ser moral como árbitro, pode ser imoral para a imprensa, torcedores, jogadores. Entretanto, você deve sempre analisar se, apesar de moral para você, aquilo é indiscutível para os outros (nasce a ética).

 

SER ÉTICO É SER POLITICAMENTE CORRETO, POLICIAR-SE NOS ATOS.

 

A relação Ética e Moral é a mesma referente à de Árbitro e Juiz. Somos tomadores de decisões baseados em normas existentes, não detentores de poder para determinar penas.

 

2 – Ética no Futebol e suas relações:

A seguir, tópicos para discussão (sempre cobrando dos árbitros em relação aos outros, sem que os mesmos cobrem  destes referidos)

 

2.1 dos árbitros em relação aos jogadores .

Tópicos - Quando há amigos / conhecidos? Times em que vc trabalhou diversas vezes? Rancor & Simpatia? Profissionalismo? Julgamento da qualidade técnica do jogador?

 

2.2 dos árbitros em relação aos dirigentes .

Tópicos - Quando os dirigentes procuram ser simpatizantes ou ameaçadores? Confraternizações posteriores? Agrados, presentes?

 

2.3 dos árbitros em relação ao público .

Tópicos – Quando é contestado ou ovacionado? Dirigentes/envolvidos na arquibancada em situação de torcedores? Anônimos no alambrado? Atitudes pré ou pós jogo?

 

2.4 dos árbitros em relação aos jornalistas .

Tópicos – Quando há entrevistas (saber falar)? Análises sobre seu jogo? Sobre outro jogo do mesmo campeonato? Relacionamento / atenção / exclusividade a emissoras?

 

2.5 dos árbitros em relação aos próprios árbitros .

Tópicos – Quando se refere a sua própria atuação (auto-crítica)? Árbitro como torcedor? Comentários sobre jogos de seu colega de atividade? Separação da atuação do árbitro e da personalidade do mesmo? Análise Critica ou exemplo ilustrativo/educativo de jogadas e marcações?

 

Há corporativismo na arbitragem? É este o grande problema do árbitro: falta de união, um tentando derrubar o outro. Não buscam novas oportunidades, mas a oportunidade do próximo .

 

 

 

 

3 - Confecção de relatórios:

 

O que é um relato? Certamente, não é um julgamento. É um conto, uma história verídica. Sempre devemos contar histórias, nunca estórias, pois não pode existir ficção.

Relatar corretamente, portanto, é exercer a ética .

 

Dentro de campo , arbitramos, e as punições ocorrem através do que as regras pré-estabelecidas (17 regras) nos orientam.

Fora de campo , relatamos, contamos os ocorridos, sem querer manifestar quaisquer espécie de pré-julgamento ou influência de opinião.

 

(Os julgadores serão sempre as juntas disciplinares, os comitês, a Justiça Desportiva. Nunca o árbitro.)

 

3.1 Fazer o relatório na hora ou depois? Tópicos a discutir:

 

-         Emoções ou Razão na feitura do documento?

-         Frescor dos fatos?

-         Discernir com os companheiros?

 

Importante: Recentemente, houve um aumento no rigor das punições, devido a vigência do novo Código Esportivo. Um mau relato pode abrandar ou reforçar as penas.

 

3.2 Conseqüências de um mau relato:

 

-         Transparece a falta de ética do árbitro;

-         Mostra a incapacidade do árbitro;

-         Punições injustas;

-         Comentários indesejosos sobre a autoridade;

 

3.3 Como relatar?

 

CLAREZA (não fazer rodeios)

OBJETIVIDADE (ir direto aos fatos)

RACIONALIDADE (não deixar sentimentos influenciarem seu relato)

DISPONIBILIDADE (disposto a escrever sem omissão)

IMPARCIALIDADE (ser justo e coerente)

LIMPEZA/APRESENTAÇÃO (todos entendem o que você apresentou?)

 

CONCLUSÕES:

 

Ser ético é ser, acima de tudo, respeitoso. Ser árbitro, no desafio que a atividade exige, é ser acima de ético, um cidadão! Ou seja, mais do que alguém respeitador, um respeitado pelas virtudes que lhe são atribuídas para um bom desempenho de sua função, e que você demonstra antes do jogo (na sua concentração), durante o jogo (nas tomadas de decisões), depois do jogo (nos relatos) e fora de campo (pessoa íntegra em todos os momentos).

RAFAEL PORCARI

rafaelporcari@terra.com.br

www.professorrafaelporcari.hpgvip.com.br